
Entre a raiva a dor e o medo
Que em muda boca resiste
Pouco cresce e morre cedo
Uma alma que desiste
Ao ver-te pairar lá longe
Estico meus braços para ter-te
Fico triste, morto inerte
Vendo como o tempo inverte
A dor das palavras ditas
Em vagas roxas, expeditas
De suave espuma, veneno
De brisa leve em sobressalto sereno
Num coração que só sente
Azedar-se docemente
Em dias que quero agarrar
Já sem força p´ra saltar
Ficas-me à distância de um salto pequenino, triste e oco
Tão pertinho estás de mim que quase te posso tocar
Não sei se me falta força neste meu mundo de louco
Ou será apenas falta de vontade de saltar…
… Não sei
Etrom
Sem comentários:
Enviar um comentário