
Partiste para tão longe sem saber porque partias
E aqui mesmo ao meu lado te quedaste tão distante
Deixaste na minha alma as paredes nuas, frias
No meu coração lancetaste fortemente as vivas feridas
Que sofro a morte em vida ao sentir-te aqui ausente
Em cada avanço teu, caminhando em meu sentido
Me engano acreditando como quem venera um santo.
Que afinal tu não mentes a cada passo desmedido
Num caminhar que não sentes mais do que tempo perdido
Rumo a um homem decadente a quem morreu o encanto
E vou morrendo minha vida
E vivendo a minha morte
Soluçando a alegria
Gargalhando a pobre sorte
Vivendo a melancolia
Numa tristeza sem norte
Dum homem que outrora um dia
Ousou acreditar que havia
Entre nós um amor forte
E agora… sinto-me só
Abandonado de tudo
Relaxado a meter dó
Cego, surdo e mudo
Entre a morte e a vida vou sonhando
Um sonho que como cru
Adorando o teu cheiro e sentindo
colado em meu corpo dormindo
O calor do teu corpo nu
E amanhã… que será do amanhã?
Meu amor… até os quadros com que decoraste as paredes da minha alma suplicam o teu regresso…
Amanhã!!! Sem poder ver-te acordar suavemente vestida dessa tua sonolenta face e ouvir a sublime sinfonia do bater das portas em orquestração matinal… Não… Sem te ter meu amor…de que vale desejar amanhã quando tudo acabará hoje em cada noite futura…
Etrom
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